segunda-feira, 26 de julho de 2010

Helado de Aguardiente

Então cansou de tudo e saiu a caminhar com sua Les Paul. Tirava de seu coração toda a tristeza que estava sentindo enquanto divertia a multidão: seus olhos demonstravam uma certa perdição em seus objetivos e sua voz um sutil desespero, mesmo que muito discreto em sua demonstração. Vagou, cantou. Sorriu, chorou. E nesse seu caminhar mágico pela história da vida foi colecionando fragmentos de carinho que por hora contentavam, mas sentia que eram apenas fragmentos. Do outro lado da rua ela doava seus fragmentos de carinho: uma poção mágica aqui, uma dose homeopática ali... mas sempre em fragmentos. E assim ela sorria pela história da vida sem maiores envolvimentos na sua cápsula de proteção. Embalados pelo calor da hora atravessaram a rua e seus olhares cruzaram...

terça-feira, 6 de julho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Modernidades...

E quando ele disse:
- Me apaixono pelo rosto!
Ela pensou:
- Ufa! Posso engordar...!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Escolhas...

E quando percebi
-- naturalmente --
já havia escolhido
e não havia pensado
nas consequências...

Ainda não sei
se foi o melhor,
a melhor escolha

Mas com toda
a certeza
está sendo muito boa
esta nova caminhada!

terça-feira, 8 de junho de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Se faz necessário sair da ilha!

Essa coisa da obrigação de
ser sozinha e silenciosa me irrita.
Não sou uma ilha e tampouco
quero voltar a viver em uma.

O fato de viver numa ilha
me fez acreditar que eu era uma ilha.
Que minhas certezas eram certas
e que minhas dúvidas não eram dúvidas,
mas apenas inseguranças.

Não me dividir é o maior castigo,
maior egoísmo que poderia fazer comigo.
E eu não quero novamente
esse sofrimento em meu peito.

domingo, 16 de maio de 2010

E agora eu tenho uma amiga virtual que lê os meus momentos.
Nunca dividimos experiências de vida
ou segredos indiscretos
e quando eu menos espero ela surge com frases
que condizem com o momento pelo qual estou passando...
Sábia e lúcida, parece me estudar.
Ou será que ela sempre me conheceu e só eu não soube?

Bem, isso eu não sei.
Mas sei que ela me conhece.
E muito bem!
E talvez muito mais do que eu a mim mesma.