segunda-feira, 10 de maio de 2010




E quando pegavas em minha mão eu pensava:
"E ainda me ajuda a caminhar!"
E quando me olhavas eu pensava:
"Aconteça o que acontecer, nossa amizade nunca irá acabar!"

E havia pensado em escrever algo lindo
sobre a saudade que sempre me invade:
mas não posso, pois a minha tristeza é linda e poética para os outros
e para mim um vazio que teimo em entender.

Uma saudade dos assuntos divididos,
dos momentos compartilhados,
das dúvidas respondidas,
das certezas questionadas,
dos silêncios vivenciados
e das vitórias comemoradas.

Todos os instantes muito bem aproveitados,
intensamente gargalhados,
enquanto por aqui estavas ao nosso lado...
Muito mais do que um amigo,
um companheiro que só aqueles que presenciaram podem confirmar.

E havia pensado em dizer-te isso tudo,
mas o tempo, senhor de tudo, nos distanciou...
E com toda certeza posso afirmar que fomos cúmplices
e afinados nesta melodia do viver;

E hoje posso dizer que a genética se faz muito mais do que presente
e quando menos espero sou reflexo do que eras.
E tudo o que foi vivido continua sendo vívido em meus sonhos:
totalmente explicativos de tão reais que são!

2 comentários:

  1. Como sempre diz a Rossana Hermann, a genética é mesmo hereditária ...

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  2. Rsrs! Assisti ao vídeo dela do CV.
    Hilária de tão realista que é!

    Abração, Flávio!

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