Essa coisa da obrigação de
ser sozinha e silenciosa me irrita.
Não sou uma ilha e tampouco
quero voltar a viver em uma.
O fato de viver numa ilha
me fez acreditar que eu era uma ilha.
Que minhas certezas eram certas
e que minhas dúvidas não eram dúvidas,
mas apenas inseguranças.
Não me dividir é o maior castigo,
maior egoísmo que poderia fazer comigo.
E eu não quero novamente
esse sofrimento em meu peito.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
E agora eu tenho uma amiga virtual que lê os meus momentos.
Nunca dividimos experiências de vida
ou segredos indiscretos
e quando eu menos espero ela surge com frases
que condizem com o momento pelo qual estou passando...
Sábia e lúcida, parece me estudar.
Ou será que ela sempre me conheceu e só eu não soube?
Bem, isso eu não sei.
Mas sei que ela me conhece.
E muito bem!
E talvez muito mais do que eu a mim mesma.
Nunca dividimos experiências de vida
ou segredos indiscretos
e quando eu menos espero ela surge com frases
que condizem com o momento pelo qual estou passando...
Sábia e lúcida, parece me estudar.
Ou será que ela sempre me conheceu e só eu não soube?
Bem, isso eu não sei.
Mas sei que ela me conhece.
E muito bem!
E talvez muito mais do que eu a mim mesma.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
E quando pegavas em minha mão eu pensava:
"E ainda me ajuda a caminhar!"
E quando me olhavas eu pensava:
"Aconteça o que acontecer, nossa amizade nunca irá acabar!"
E havia pensado em escrever algo lindo
sobre a saudade que sempre me invade:
mas não posso, pois a minha tristeza é linda e poética para os outros
e para mim um vazio que teimo em entender.
Uma saudade dos assuntos divididos,
dos momentos compartilhados,
das dúvidas respondidas,
das certezas questionadas,
dos silêncios vivenciados
e das vitórias comemoradas.
Todos os instantes muito bem aproveitados,
intensamente gargalhados,
enquanto por aqui estavas ao nosso lado...
Muito mais do que um amigo,
um companheiro que só aqueles que presenciaram podem confirmar.
E havia pensado em dizer-te isso tudo,
mas o tempo, senhor de tudo, nos distanciou...
E com toda certeza posso afirmar que fomos cúmplices
e afinados nesta melodia do viver;
E hoje posso dizer que a genética se faz muito mais do que presente
e quando menos espero sou reflexo do que eras.
E tudo o que foi vivido continua sendo vívido em meus sonhos:
totalmente explicativos de tão reais que são!
sábado, 8 de maio de 2010
Quizá, quizá, quizá ...
Traindo-me escancaradamente!
Y he decidido: não quero mais ser uma estudiosa,
ahora quiero ser estudiada.
Y eso a mi me basta.
Y lo tengo dicho.
Y he decidido: não quero mais ser uma estudiosa,
ahora quiero ser estudiada.
Y eso a mi me basta.
Y lo tengo dicho.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Te quiero con limón y sal ... A.!
E ontem teve festa e eu não dancei. E ontem teve carnaval e eu não desfilei.
Carnavalizando meus sentimentos. Este furacão que me invade quando penso naquele que penso.
Certamente isso é bossa nova! Uma vaidade disfarçada de orgulho. Ou estima por mim mesma.
Bem, não importa. O que importa é que me descontrolei pela decisão da ausência. Se causou alguma reação eu não sei. Mas uma champagne foi aberta. Líquidos borbulhantes me invadiram e desejei muita felicidade.
E seguimos dando tempo ao tempo. Caminhando em passos lentos. Respeitando meus limites.
Existenciais e circunstancias.
Para que com o tempo, se assim o mereceres, possa dar-te tudo o que tenho.
Para que pouco a pouco, esquecendo do tempo e da sua velocidade, haja um encontro.
Una cita con tus ojos.
Carnavalizando meus sentimentos. Este furacão que me invade quando penso naquele que penso.
Certamente isso é bossa nova! Uma vaidade disfarçada de orgulho. Ou estima por mim mesma.
Bem, não importa. O que importa é que me descontrolei pela decisão da ausência. Se causou alguma reação eu não sei. Mas uma champagne foi aberta. Líquidos borbulhantes me invadiram e desejei muita felicidade.
E seguimos dando tempo ao tempo. Caminhando em passos lentos. Respeitando meus limites.
Existenciais e circunstancias.
Para que com o tempo, se assim o mereceres, possa dar-te tudo o que tenho.
Para que pouco a pouco, esquecendo do tempo e da sua velocidade, haja um encontro.
Una cita con tus ojos.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
E amanhece novamente... é a lei da vida e com isso não poderemos nunca parar!
E esses bichos caminhantes que hoje somos são completamente distintos daqueles que fomos ontem, pois um abismo nos separa de nós mesmos: aquilo que fomos não somos mais. E tampouco queremos seguir sendo (certamente eu não quero). Onde fomos parar eu não sei e não me importa sabê-lo. Afinal, a roleta-russa na qual nos transformamos nos agrada; essa coisa constituída de sol e chuva, princípio e final. Feitos de mistério e traição. Traindo-nos o tempo todo. Enganando-nos como se não fosse evidente o que estamos fazendo. Demos tantas voltas em nós mesmos que hoje nos tornamos maravilhosamente estrangeiros: não saber mais o que se é torna a vida mais interessante. Libertos de amarras. Livres para seguir com mais segurança. Mesmo que não se saiba com quem se está viajando. Afinal, aquele excesso de lucidez me incomoda! Ainda gosto do gosto da parte romântica da vida. O que ainda não sabemos nos encanta, o que estamos decifrando enquanto caminhamos torna a estrada mágica nesta escandalosa prisão de sentimentos...
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